quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Arnaldo Jabor


Arnaldo Jabor, crítico, cineasta e jornalista carioca. Nasceu no Rio de Janeiro, dia 12 de dezembro de 1940.Começou a carreira em 1962 em O Metropolitano, jornal ligado ao movimento estudantil. Ao longo das décadas de 60, 70 e 80, dedicou-se ao cinema. Antes de lançar Pindorama (1970), seu primeiro filme de ficção, foi assistente de Carlos Diegues, Leon Hirszman e Paulo César Saraceni. Entre seus filmes mais famosos estão Toda Nudez Será Castigada (1973) e Eu Sei Que Vou Te Amar (1984). Em 1991, abandonou o cinema e iniciou colaboração semanal na Folha de S. Paulo, tornando-se uma das personalidades mais polêmicas da imprensa brasileira. Em 1995, começou a trabalhar como comentarista dos telejornais da Rede Globo. Jabor já lançou cinco coletâneas de crônicas: Os Canibais estão na Sala de Jantar (1993), Brasil na Cabeça (1995), Sanduíches de Realidade (1997), A Invasão das Salsichas Gigantes e Amor é Prosa, Sexo é Poesia (2004). Em toda sua obra, seja no cinema ou no jornalismo, ele faz uma crônica dos vícios da classe média do país. Vem daí sua ligação com Nelson Rodrigues, cujo universo temático ele compartilha. Foi dele que Jabor herdou o gosto pela hipérbole e pelo adjetivo, abundantes em seus textos. Capaz de escrever com fluência em estilos variados, é pródigo em aliar citações eruditas a uma visão debochada da realidade brasileira.
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As circunstâncias entre as quais você vive determinam sua reputação.
A verdade em que você acredita determina seu caráter.
A reputação é o que acham que você é.
O caráter é o que você realmente é...
A reputação é o que você tem quando chega a uma comunidade nova.
O caráter é o que você tem quando vai embora...
A reputação é feita em um momento.
O caráter é construído em uma vida inteira...
A reputação torna você rico ou pobre.
O caráter torna você feliz ou infeliz...
A reputação é o que os homens dizem de você junto à sua sepultura.
O caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus.

Manuel Bandeira


Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho nasceu em Recife (PE) em 1886. Depois de morar no Rio, em Santos e em São Paulo, a família regressou ao Recife, onde permaneceu por mais algum tempo. A nova mudança para o Rio levou o menino a ser matriculado no colégio Pedro II. Com 17 anos, Manuel Bandeira foi para São Paulo, a fim de ingressar na Escola Politécnica, mas já no ano seguinte (1904) ficou tuberculoso. Abandonou os estudos, passando temporadas em várias outras cidades, de clima mais propício ao seu estado de saúde. Em 1913 partiu para a Suíça em busca de tratamento. Regressou no ano seguinte, pois estava começando a Primeira Guerra Mundial. Em 1917 publicou seu primeiro livro: A Cinza das Horas.

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Aceitar o castigo imerecidonão por fraqueza, mas por altivez,

no tormento mais fundo o teu gemido trocar num grito de ódio a que o fez.

As delícias da carne e pensamentocom que o instinto da espécie nos engana,

sobpor ao generoso sentimentode uma afeição mais simplesmente humana.

Não tremer de esperança e nem de espanto.

Nada pedir nem desejar senão a coragem

De ser um novo santo. sem fé num mundo além do mundo.

E então morrer sem uma lágrima que a vida

Não vale a pena e a dor de ser vivida.

Manuel Bandeira

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Eu amo Djavan


Djavan é pra mim (Lidiane) o significado perfeito de música. Expressão musical, metáforas muito bem colocadas e melodia condizente à letra são as características perfeitas que fazem de qualquer música de Djavan uma explosão de sentimento e emoção. Pena que a mídia dá apenas atenção aos CDs que dão lucro à indústria fonográfica em vez de valorizarem o artista por todas suas obras, principalmente aqueles pertencentes à MPB. Djavan só não faz mais sucesso pois canta com amor e com o coração e apenas pessoas cultas (que tenham capacidade de interpretar suas letras) e sentimentais (que sintam a letra dentro de si) saibam traduzir o real significado de ouví-lo. Ouçam MPB, ouçam Djavan, ouçam letras como as dele que transmitam sentimento e reduzem todos nós a reflexões sobre temas tão doces como amor e a vida em si. É disso que nós todos precisamos: mostrar sentimentos como Djavan mostra através de sua voz.


O Cantor Djavan teve uma mulher chamada Mária.


Os dois teriam uma filha que se chamaria Margarida, mas sua mulher teve um problema na hora do parto e ele teve que optar por ela ou por sua filha.


Perdeu as duas por obra do destino.


Agora? Possível entender a letra da música, sobre o ponto de vista de Djavan para o mundo, transformando a sua dor em arte.


Flor de Lis


Valei-me Deus, é o fim do nosso amor

Perdoa por favor, eu sei que o erro aconteceu

Mas não sei o que fez tudo mudar de vez

Onde foi que eu errei

Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei

Será, talvez, que minha ilusão

Foi dar meu coração com toda força

Pra essa moça me fazer feliz

E o destino não quis

Me ver como raiz de uma flor de lis

E foi assim que eu vi nosso amor na poeira, poeira

Morto na beleza fria de Maria

E o meu jardim da vida ressecou, morreu

Do pé que brotou Maria

Nem margarida nasceu


Djavan

Amor Puro


Esta música é para aqueles casais que mesmo sem saber o que dizer a chama do amor está visível nos seus olhos, não há necessidade em se falar nada, pois um simples sorriso diz o quanto a felicidade está presente, uma relação tão recíproca que nem parece existir, isso é tão bonito. Que eles agradeçam a Deus por tudo, pois amor de verdade só se tem um na vida, se relações não deram certo, é porque ali não é o caminho, por mais que se lamente. Portanto, todas as horas concedidas pelo tempo sejam destinadas ao seu amor, porque quando o descuido leva a empobrecer a essência, tudo perde o sentido e uma das coisas melhores da vida é ter outra parte para compartilhar um verdadeiro sentimento. Então, amar é tudo, que o amor seja puro e que continue sendo amor.



"O que há dentro do meu coração
Eu tenho guardado pra te dar
E todas as horas que o tempo
Tem pra me conceder
São tuas até morrer
E a tua história, eu não sei
Mas me diga só o que for bom
Um amor tão puro que ainda nem sabe
A força que temé teu e de mais ninguém
Te adoro em tudo, tudo, tudo
Quero mais que tudo, tudo, tudo
Te amar sem limites
Viver uma grande história
Aqui ou noutro lugar
Que pode ser feio ou bonito
Se nós estivermos juntos
Haverá um céu azul
Um amor puro
Não sabe a força que tem
Meu amor eu juro
Ser teu e de mais ninguém
Um amor puro"

Djavan




Vale à pena???????

Será que vale à pena... Ser o estar?... Falar mais do que ouvir?... Pensar somente o seu pensamento e não olhar para os lados?... Sobrepor-se demais sobre os outros egos?... Mergulhar num mar de orgulho?... Inventar castelos de ilusões?... Fingir que a porta não está aberta?... Mentir quando se sabe o que é verdade?... Pular todos os tipos de respostas? Quem provar me diga se vale mesmo à pena, pois deixar de se ter oportunidades de felicidade para forjar um belo plano de fundo num lago artificial, isso pra mim não é vida. Vida é quando sabemos respeitar quem nos respeita, tratar bem quem nos é generoso, ser alegre com quem nos quer bem e, sobretudo, compartilhar os momentos como se estes fossem os últimos daquela temporada. Pra mim é isso, é olhar bem no fundo dos olhos e ver alguém que está no final daquela rua e perceber que mesmo os “melhores” um dia precisarão dos “menos favorecidos”.
Lidiane Narcizo

Vida!!!

Vida, palavra que nos leva a pensar o porque de fatos acontecerem e nos afetarem, deixando suas marcas e cores gravadas em nossos olhares. E é através dela que percebemos o valor de grandes pessoas, frutos de grandes amizades, pessoas estas que seguem conosco em qualquer batalha, são estrelas familiares que escrevem a nossa emoção dia-a-dia e sabem dizer a palavra certa no “tempo certo”. Então, seja de sangue ou não, por que não agradecer a Deus por ter esses verdadeiros presentes com cada um de nós? É a partir daí que todos os significados irão aparecer e conheceremos no amanhecer a melodia de bons sentimentos.


Lidiane Narcizo

E a vida,
E a vida o que é?
Diga lá meu irmão
Ela é a batida de um coração
Ela é uma doce ilusão
Mas e a vida??? Ela é maravida ou é sofrimento
Ela é alegria ou lamento?
O que é?
O que é, meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo,
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo,
Há quem fale que é um divino mistério profundo,
É o sopro do criador numa atitude repleta de amor.
Você diz que é luta e prazer,
Ele diz que a vida é viver,
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é, e o verbo é sofrer.
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé,
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser,
Sempre desejada
Por mais que esteja errada,
Ninguém quer a morte,
Só saúde e sorte,
E a pergunta roda, roda
E a cabeça agita.
Eu fico com a pureza das respostas das crianças:
É a vida! É bonita e é bonita!
Viver e não ter a vergonha de ser feliz,
Cantar, e cantar, e cantar,
A beleza de ser um eterno aprendiz.
Eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será,
Mas isso não impede que eu repita:
É bonita, é bonita e é bonita!
Zé Ramalho

Nada por mim

Você me tem fácil demais
Mas não parece capaz
De cuidar do que possui
Você sorriu e me propôs
Que eu te deixasse em paz
Me disse vá e eu não fui
Não faça assim
Não faça nada por mim
Não vá pensando que eu sou seu
Você me diz o que fazer
Mas não procura entender
Que eu faço só prá agradar
Me diz até o que vestir
Com quem andar, onde ir
E não me pede prá voltar
Não faça assim
Paula Toller

No ritmo da chuva

Olho para a chuva que não quer cessar
Nela vejo o meu amor
Esta chuva ingrata que não vai parar
Pra aliviar a minha dor
Eu sei que o meu amor pra muito longe foi

Numa chuva que caiu
Oh, gente! Por favor pra ela vá contar
Que o meu coração se partiu
Chuva traga o meu benzinho

Pois preciso de carinho
Diga a ela pra não me deixar triste assim...
O ritmo dos pingos ao cair no chão
Só me deixa relembrar
Tomara que eu não fique a esperar em vão
Por ela que me faz chorar.
Oh, chuva traga o meu benzinho!

Pois preciso de carinho
Diga a ela pra não me deixar triste assim
O ritmo dos pingos ao cair no chão

Só me deixa relembrar
Tomara que eu não fique a esperar em vão
Por ela que me faz chorar.
Oh, chuva traga o meu amor!

Chove, chuva traga o meu amor
Oh, chuva traga o meu amor!
Chove, chuva traga o meu amor...
Fernanda Takai

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