quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O esgotamento do ser


E dar as rosas era quase tão bonito como as próprias rosas», escreveu Clarice Lispector no seu conto «A Imitação da Rosa». Fui buscá-lo esta noite, talvez pela necessidade de encontrar no pensamento alheio um enunciado do que seja a amabilidade na generosidade de aceitar. Achei-o na sua frase «a uma coisa bonita faltava o gesto de dar». Uma mulher que assim pensa, entrega-se à vida, para que ela lhe esgote o ser. Disse-o: «Através de meus graves erros — que um dia eu talvez os possa mencionar sem me vangloriar deles — é que cheguei a poder amar. Até esta glorificação: eu amo o Nada.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Um DJ que usa os pés - em vez da mãos - para mixar discos se tornou uma estrela da noite na Espanha e um dos destaques deste verão europeu. O francês Pascal Kleiman, radicado na Espanha há 26 anos, nasceu sem braços devido a uma malformação fetal causada pelo medicamento talidomida, ingerido por sua mãe na gravidez.
A deficiência física, no entanto, não o impediu de tentar a carreira de DJ. Como Kleiman conta no documentário espanhol "Héroes, no hacen falta alas para volar" ("Heróis, não é preciso asas para voar", em tradução livre), prêmio Goya ao melhor curta-metragem deste ano, "aprender a usar os pés foi uma resposta natural".
O filme ganhou mais de 30 prêmios internacionais, aumentando ainda mais a popularidade do DJ.

Persistência
Kleiman adotou a profissão em 1989, quando trancou o curso de Direito e começou a tocar para os amigos.
Autodidata, descobriu que "aquilo era a única coisa que permitia uma expressão absoluta".
A partir dali, passou a dar shows pela Europa, Austrália, China e Estados Unidos, e em 2009 foi eleito por publicações espanholas um dos melhores DJs locais do verão.
Filho de um clarinetista de jazz, Pascal Kleiman considera um exagero ser chamado de "herói", mas admite ter feito muitos esforços para realizar seu sonho com a música.
Quando criança, aprendeu a ler e escrever com o avô e compreendeu cedo que usando os pés poderia superar quase qualquer limitação.
"Meus pais me diziam que quando eu era bebê chorava quando me vestiam com este tipo de macacão que cobre os pés, porque aquilo me cortava o movimento. Meus pés sempre foram claramente minhas ferramentas de primeira necessidade", afirmou no documentário.
Por isso, declarou no filme que a persistência e a capacidade de adaptação são suas "armas secretas", e gostaria que muitos espectadores pudessem ver o documentário para acreditar em suas próprias possibilidades.
"Vivemos em uma sociedade que não está feita para nós (deficientes), portanto temos que nos adaptar a tudo. O que consegui foi me adaptando e acreditando em que tudo é possível".
O DJ que já tocou até numa discoteca em pleno deserto no Oriente Médio percorreu 88 países com a promoção do filme sobre a vida dele, do autor espanhol Ángel Loza.
Com o sucesso do documentário e dos shows, a única coisa que espera é "continuar tendo uma vida normal", inclusive com seus dois filhos, que nasceram perfeitos, mas também estão aprendendo a usar os pés para atuar como DJs.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009


É acreditar que a vida se renova a cada instante.
Que nunca estaremos sozinhos, haverá sempre uma Luz a nos guiar.
Que as derrotas sofridas no hoje, serão as vitórias do amanhã.
É compreender que o progresso espiritual é gradativo, mas possível, basta que caminhemos dia a dia, enfrentando as dificuldades.
É buscar na prece o auxílio quando a angústia busca invandir nosso coração.
É vencer a dúvida, se aliando à confiança de que podemos enfrentar qualquer desafio que a vida nos apresentar.
Que dentro de cada um de nós existem as ferramentas necessárias para que preparemos o terreno a nossa frente.
É não temer a tempestade, porque temos um manto de proteção a nos envolver.
É chorar sim, quando necessário, mas jamais ocultar o sorriso eternamente.
É compreender que a fraternidade nasce dos pequenos gestos.
É fazer no agora o que já somos capazes e continuar caminhando, para que no futuro, possamos mais ainda.
É compartilhar alegrias e tristezas.
Compreender que a dor que fere, também é aquela que educa o espírito.
Que provas fazem parte de nossa caminhada até o Pai.
É buscar constantemente pela evolução espiritual, porque cada um de nós tem potencial para isso, independente das fragilidades que ainda possua.
Que mesmo quando o medo nos envolver, podemos em instantes nos aliar a espiritualidade maior e vencê-lo.
É não parar no meio do caminho, pelo contrário, é prosseguir, mesmo a passos vacilantes, é perserverar, é caminhar mesmo entre espinhos, porque só assim se chega a um novo horizonte.
É buscar a Luz, sem se esquecer de também acender a própria luz interna.
É passar pelo sofrimento que vier com a certeza que somos amparados pela Providência Divina.
É sentir o Mestre caminhando ao nosso lado.
É assumir as próprias fraquezas sem se envergonhar, porque ainda estamos a caminho da perfeição, mas a ela chegaremos.
É acordar a cada manhã, compreendendo que a nossa frente há uma página em branco e que nela podemos rescrever a nossa história.
É ir adiante, mesmo que sol não esteja brilhando.
É buscar dentro de nós a presença do Pai, porque Ele está em nós.
É amar a todos que encontrarmos, sem imposições ou barreiras.
É transformar o orgulho em fraternidade.
É combater a todo instante a cólera que ainda possuímos dentro de nós.
É deixar as mágoas que ainda temos em nosso íntimo para trás e perceber o quanto nos tornamos mais leves.
É perdoar, porque perdoando a vida se torna mais bela.
É enxergar em cada pessoa, uma flor, independente dos espinhos que ela traga, afinal, se queremos amor, devemos antes aprender a amar, pois o amor só aparece no caminho daqueles que amam.
É ter certeza de que a Providência Divina não nos abandona e assim, seguir o nosso caminho, cultivando as sementes que nos foram entregues, pois só assim iremos colher os frutos.
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não...É manter a fé sempre acesa, independente do que aconteça, porque com ela, nos fortalecemos e compreendemos que a estória nunca tem fim, continua cada vez que você responde sim.
E a vida se renova.
Sempre...
Lidiane Narcizo


“Eu tinha tanto som na minha cabeça que, de algum jeito ou de outro, eu precisava colocar isso para fora”.
Esta frase talvez resuma todo o conteúdo de uma das mais belas vozes do mundo musical. Suave, doce, meiga, insegura, forte e, ao mesmo tempo, com extrema técnica.
Era assim que Elis Regina encantava platéias e ultrapassava fronteiras com suas canções. Para outros, simplesmente Elis.
Seu auge ocorreu em plena época da ditadura militar.
Enquanto o País passava por graves agressões e severas censuras, Elis corria por fora. Apelidada de “pimentinha”, por Vinícius de Moraes, atingiu seu grande objetivo: cair na graça do público.
Passou por diversos estilos musicais até atingir um novo formato para o mercado musical. Com seus gestos expansivos e sua voz única, nascia a MPB.
Em 1967, no primeiro festival de música brasileira, na TV Excelsior, Elis surpreendeu os cantores consagrados e levantou o público ao defender a canção “Arrastão”. Com 20 anos, sua voz começava a entrar na casa dos brasileiros.
Convidada para apresentar o programa O Fino na Bossa, na TV Record, dividiu o palco com o cantor Jair Rodrigues.
Um grande sucesso foi o especial que gravou junto com o cantor e compositor Tom Jobim. Recentemente relançado pela gravadora Trama, que pertence a seu filho, João Marcelo, para homenagear os 60 anos de seu nascimento, hoje o CD é um dos mais vendidos.
“Esse trabalho é parte do corpo, da paixão que tenho por minha mãe dentro da minha memória”, revelou recentemente o empresário no programa da rádio USP FM.
Dona de um repertório invejável por muitos compositores, suas canções percorreram palcos pelo mundo. Atrás da Porta, Casa no Campo, Fascinação e Madalena fazem parte dessa memória.
Elis também lançou diversos cantores, como Milton Nascimento. “Quando conheci, não sabia seu nome todo. Disse que se chamava Milton Nascimento. Isso me basta”, contava Elis.
Ninguém cantou e representou tão bem a música nacional como a enigmática Elis.
Essa voz se calou. Sua musicalidade e sua alma tornaram-se um único ser, que ultrapassou o especial para ser universal., “... assim falava a canção...”.
Lidiane Narcizo

domingo, 6 de setembro de 2009

Cérebro de silicone


Parece até mentira, mas tenho uma sina terrível. Às vezes chega a incomodar-me.

Gostaria tanto de ser igual a certas pessoas ipócritas mas não consigo.

Acabo sofrendo mesmo sabendo que sou a minoria.

Por tanto não me queira mal. Sou apenas realista.

Por cada dia que passo mais surpresa fico.

Passamos pelo carnaval 2009, euforia total,perversão ao extremo, realmente o limite da degradação juvenil.

Normalmente são nove meses o tempo necessário para que muitas adolescentes recebam o troféu carnavalesco.

Até aí tudo bem, que fazer se consta do nosso calendário essa festa animalesca, medíocre, onde a maioria dos participantes fica ridícula.

Indivíduos que nos impunham respeito, que se mostravam pessoas íntegras, respeitosas aos nossos olhos, agora passaram a ser vulgares igualmente muitos.

Abandonam a hombridade, o porte sério de pai, embonecam-se e correm para o Sambódromo para receber os aplausos sentindo-se uma vedete.

Embora a escolha deva ser respeitada.O cruel é ter que assistir depois do carnaval, repetitivas vezes na televisão, as insossas entrevistas das vencedoras,muitas novamente com as suas respectivas fantasias.

O assunto é tão pobre, ruim e maçante que nos dá impressão que colocaram silicone no lugar dos miolos.

Fico a me perguntar: o que está acontecendo com grande percentual de mulheres do nosso Brasil?

O carnaval já passou e muitas ainda se ocupam das telinhas da nossa televisão e mostram o seu cérebro avantajado dentro de minúsculo tapa sexo.

Estamos chegando ao estremo.

Isso gera uma preocupação incrível no meu coraçao

Já não chega Pedro Bial chamar de "Heróis (...)" participantes do Big Brother.

Que Horror! Criança optar por ser jogador profissinal, outros por serem políticos.

Chegará momento em que a juventude optará em abdicar da cultura para ser nada ao invés de estudar e ser útil a humanidade.

Já não se assiste nem programa humorístico que não seja apelativo ao sexo.

Basta uma entrevista onde tenham mulheres bombadas,que não seja uma aula de contracultura. O vazio cerebral dessas tais musas chega a nos desanimar. acreditam que a vida seja esse diminuto mundo, apenas uma vitrina de carne, um rebolado de bunda, um balanceio de peitos, que dispensa a existência de um cérebro.

Então muito enganadas, a vida é muito mais do que isso.

É a oportunidade que tem o espírito para evoluir.

Realmente é um quadro até bonito, mas totalmente inútil, no momento em que transformam a futilidade em obsessão.

Com uma agravante: muitas exibem um corpo lindo; mas multilados pelos piercings, e as bregas tatuagens, sem falar daqueles espetados na língua e nariz, que além de nojentos deixam-nas com aspectos de sujas.

Acabam por denegrir a sua própria imagem, igualando-se a bandidos so submundo do crime.

Permitir o uso desse veículo de comunicação tão importante para transmitir esse nada, é totalmente inaceitável.

Agora com essa onda de mulheres "frutas, filé, pelancas, etc e tal" é lamentável sentir a vulgaridade e a banalização do sexo chegar a tal ponto.

Não consigo imaginar o desgosto dos pais dessas garotas ao assistirem na mesma telinha e nas revistas masculinas a explosão e exposição sensual, sob a alcunha de trabalho, acompanhada da maior implosão cultural intelectual já vista.
Lidiane Narcizo


Puro amor de minha alma
Estrela linda e brilhante
De rostinho fascinante
Razão desse meu viver
Orgulho, carinho...bem querer.
Es toda a felicidade
Na minha vida meu filho (Victor)
Razão de todo amor
Iluminando meus dias
Que Deus te abençoe pra sempre
Um anjo em forma de gente
Eu te amarei para sempre.
Suave riso inocente
Infinita admiração
Luz divina e reluzente
Voce meu filho queridoAmor...
pulsar do meu coração

Lidiane Narcizo


Muitos clichês e piadinhas circundam o mundo quando assunto é amor. Entre deboches e declarações, homens e mulheres vão se conhecendo, se envolvendo e travando compromissos, independente de quanto tempo durem. Tudo bem que, hoje em dia, as coisas têm caminhado na mesma velocidade que a luz: casais se juntam e separam na maior rapidez! Felizmente, ainda nos restam aqueles que são ou determinados, ou persistentes, ou decididos. Determinados porque vão direto ao ponto; persistentes porque ficam anos e anos tentanto; decididos porque sabem exatamente o que (ou quem) querem.O amor e seus derivados (carinho, admiração desejo, paixão, etc) são peças de nossa vida completamente desconhecidas em sua essência. A raiz de cada uma delas, ninguém sabe de onde vem, muito menos até onde chega. Quem veio primeiro: o amor ou a paixão? Impossível de dizer. Conceitos e motivos também tornam-se muito abstratos quando entram em discussão.Mas uma pergunta, feita pelo poeta Renato Russo em uma de suas mais belas músicas - “Vamos fazer um filme” – leva o questionamento de como se diz “eu te amo” nos dias de hoje. Não só ele, como tantos outros compositores já tentaram decifrar e rotular esses sentimentos. Milhares de músicas de amor cirlulam pelos ouvidos e corações de pessoas num único segundo, e ainda sim ninguém consegue conceituar com forte certeza.“...e hoje em dia, como é que se diz ‘Eu te amo’?” Para uns, a famigerada frase se diz em presentes caros e constantes, jóias, chocolates, flores, etc. Para outros, se traduz em atitudes, em postura, em respeito. Ainda que seja traduzido em mil palavras, dizer “eu te amo”, na minha concepção, é muito mais do que tudo isso junto.Diz-se “eu te amo” quando os olhos brilham por um mero sorriso, ou quando os cabelos se enroscam nos dedos, num cafuné antes de dormir. Ou mesmo quando a lembrança te leva àquele bombom, mas que a vontade de presentear é maior que a de ser presenteado. Talvez esteja presente num gol marcado e dedicado perante toda a turma da faculdade, ou ainda num almoço bem preparado, mesmo que o arroz queime e a carne fique sem sal.Acho que também encontramos essa tal frase expressa no barulho do motor do carro, de manhã, chegando para um café-surpresa. Quem sabe na roupa escolhida a dedo para a noite de hoje, o gel no cabelo, a boca sem batom pra não manchar. Pode também estar no convite sem pretensões de ser realizado, na leitura de um trecho do livro, nas mãos dadas enquanto se assiste um filme pastelão na tv. Pode ser que esteja numa carta de amor ou desabafo, na preocupação com a tosse ou mesmo em carregá-la para cama quando adormece na sala, durante aquele mesmo pastelão.Mas também se diz “eu te amo” quando se faz um passeio no parque com o cachorro, quando apenas se observa o outro dormindo, quando se canta uma música, quando se dá um abraço, um beijo, um simples toque! Um copo de bebida pode trazer não só a saciedade quanto um carinho, uma atenção, que pode trazer o sentimento da frase “eu te amo”.Veja bem, não se trata de serem coisas físicas pelo fato de serem visíveis, mas pelo fato de que carregam em si uma carga de sentimentos, de palavras implícitas, de atitudes relevantes que, por muitas vezes, dizem bem mais do que um texto gigante. Afinal, como saber se o companheiro sentiu sua falta durante o dia se ele não te disse, nem te demonstrou? Felizmente, ainda não lemos pensamentos, o que nos propicia falarmos de mil jeitos a mesma coisa, sem dizer uma única palavra.Já disse um príncipe pequenino que o essencial, na realidade, é invisível aos nossos olhos. Mil presentes, mil palavras, mil lugares, mil coisas não seriam capazes de explicar como, hoje em dia, se diz “eu te amo”.
Lidiane Narcizo

sábado, 5 de setembro de 2009

Fugindo de mim


Pisando fundo, acelerando tudo.
Exagerando, saindo do limite.
É o que eu te disse, eu sou assim.
Partindo pra cima, fugindo de mim.
Eu corro muito, eu vou pra todo lado.
Levando comigo, quem tá do meu lado.
É o que eu te disse.
Eu sou assim.
Partindo pra cima, fugindo de mim.
Ah... Não perco o tempo, nem perco a hora.
Ah... Esse é o momento à hora e agora.
Ah... Vivo cada instante.
Não quero perder nada.
Ontem está distante, ficou lá atrás na estrada.
Só não existe viver sozinho, viver sem você.
Sempre que eu fujo, te levo aqui, aqui comigo.
Porque eu te amo.
E eu sou assim, partindo pra cima, fugindo de mim.
Eu aproveito cada minuto.
Se fiz, tá feito, eu nem discuto.
É o que eu te disse.
Eu sou assim.
Partindo pra cima, fugindo de mim.
Jota Quest

Certas Coisas


Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...
Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente eu te falo com paixão...
Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz.
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e sons,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...
A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...
Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz,
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e sons,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...
E digo...

Lulu Santos


Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficarSub-entendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer
Eu Acho isso tão bonitode ser abstrato,baby
A beleza é mesmo tão fugaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer
Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dáIsso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber...
Lulu Santos

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